quinta-feira, 30 de julho de 2009

TRISTE DESTINO

Meu Deus, meu Deus, onde estou, me entristece,

Este lugar terrível em que a angústia cresce.

Por certo não é o céu, não vejo criaturas,

De trajes rutilantes, só prantos e amarguras.

Passam por mim espectros rotos, esfarrapados,

Sujos, disformes, famélicos, de olhos esgazeados.

Vagando sem destino nestas terras calcinadas,

Na tenebrosa dor das almas condenadas.

Brota do chão um fogo que causa ardência,

E fede mais que pútrida flatulência.

Eu sei que já morri, abala o meu juízo,

Não haver para os gays um belo paraíso,

Cheio de entendidos, de cornos e de putada,

Cheio de travestis e de toda a viadada.

Onde estou? Que horror, ninguém responde.

Ai! Quem me espeta o garfo no traseiro?

- Eu, Sodomeu, e vou assá-lo no braseiro.

Diz um rubro diabinho a sorrir todo feliz.

Não, não, por piedade me esclarece o que eu fiz?

- Ah, não sabe? Então escuta: o sodomita,

Mesmo que a lei humana permita,

Debocha das Leis de Deus, de tal sorte,

Que despenca no inferno logo depois da morte.

Não, eu tive boa fé, na terra fui iludido,

Havia leis protegendo e nada foi proibido.

Se errei, peço perdão, pois jamais pude entender,,

Que família é dom divino, é abrigo e bem querer,

Onde homem e mulher a viver em harmonia,

Criarão todos seus filhos com amor e alegria.

Mas, eu fiz do amor pecado toda minha preferência,

Que agora é tormento para minha consciência.

Ao me ver todos diziam: que prendado e belo moço,

Um escritor de talento, e das moças o alvoroço,

Mas se a vida transcorria em tranqüilo otimismo

Como pude despencar bem no fundo deste abismo?

Como pude ignorar que a sábia Lei Divina,

A homossexualismo humano , condena e abomina?

E a cada homenagem que me prestam lá na terra,

A lembrança me aflige e o remorso me aterra.

Transgressores como fui, não terão mais piedade,

E viverão em pranto e dor, pela longa eternidade....

Faz-se silêncio no Templo, o médium desincorpora

E pede a Deus que proteja este irmão, que agora,

arrependido, vem buscar dos homens a oração.

Para novo recomeço, sob as bençãos do Senhor,

que abomina o pecado, mas que ama o pecador.

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